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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cara ou Coroa? Faça a sua escolha, amigo...



Neste 7° CINESURPRESA, tivemos mais gente nova, a volta de velhos participantes fundadores e uma boa discussão, mesmo tendo sido feita com papéis que iam e vinham de cada lado da mesa. O filme escolhido, ou melhor, o mais votado entre os que passavam entre 18h e 19h foi Onde os Fracos Não Tem Vez, um dos grandes indicados ao Oscar deste ano. Concorriam com ele Desejo e Reparação e O Caçador de Pipas.
Tivemos novidades: 4 sorteios que, lógico, não foi dizer o que foi sorteado, afinal o encontro é baseado nas surpresas e já temos mais sorteios programados para o próximo que será dia 9 de março, desta vez no Roxy, e prometemos a todos que já estamos vendo um local mais tranquilo para os nossos papos finais. Então não percam!

Bem, vamos a nossa turma surpresa de fevereiro e em ordem alfabética para não ter briga :)) e em azul os participantes que se juntaram a nós pela primeira vez:
Amilcar Barreto • Cibele Oliveira • Cláudia Busto • Daniel Ravanelli • Deborah Okida • Eddie Santana • Eduardo Ricci • Fabio Machado • Gustavo Klein • Letícia Cheneme • Madeleine Alves • Marcelo Correa • Márcia Okida • Mariana Borges • Nara Assunção • Priscila Rodrigues • Ricardo Reis • Viviane Pereira • Wania Teles

Dos 19 participantes da noite 16 gostaram do filme, mas apenas 10 veriam o filme novamente, 1 pessoa disse que gostou mais ou menos e 2 não gostaram.
A média das notas dadas para o filme foi de 7,5 o que deixa Onde os Fracos não Tem Vez em 5º lugar no nosso Ranking Surpresa (veja ao lado) e já deixo o início de minha opinião aqui: acho uma injustiça, foi um dos melhores filmes que vimos até agora, senão o melhor.
Tivemos algumas perguntas novas em nossa enquete sobre o filme:


Com que personagem você se identificou e por que?

Amilcar Barreto: Anton Chigurh (Javier Barden). Ele não muda durante o filme
Cibele Oliveira: Loretta Bell (Tess Harper) a mulher do xerife, porque em apenas duas cenas mostrou ser uma mulher de personalidade forte
Cláudia Busto: A gordinha que não faz idéia de quem estava na sua frente. Nuca me imaginaria vivendo nesse mundo
Daniel Ravanelli: Carson Wells (Hoody Harrelson) o contratado para apaziguar pela ponderância
Eddie Santana: Llewelyn Moss (Josh Brolin), o marido, pela maneira como ele agiu
Eduardo Ricci: Anton Chigurh (Javier Barden)... faltou o motivo Eduardo!!!
Gustavo Klein: Shefiff Bell (Tomy Lee Jones) o xerife semi-aposentado, pela perplexidade diante do inevitável
Letícia Cheneme: Carla Jean Moss (Kelly Macdonald), a esposa, pois mostrou coragem na hora em que mais precisava
Madeleine Alves: Com o cahorro que nada no rio obstinadamente atras de seu alvo
Mariana Borges: Deputy Wendell (Garret Dillahunt) o 2º detetive, por ser empolgado curioso
Priscila Rodrigues: Shefiff Bell (Tomy Lee Jones) pela sua determinação
Ricardo Reis: Anton Chigurh (Javier Barden) pelo olhar penetrante
Wania Teles: Llewelyn Moss (Josh Brolin) por não desistir até o fim
Deborah Okida, Fabio Machado, Marcelo Correa, Nara Assunção Viviane Pereira: com ninguém

A segunda pergunta nova foi uma preparação para o festival de cinema Cineme-se 2008 que tem como temas este ano as cores no cinema, então a pergunta foi: Que cor você daria a este filme e por que?

A cor mais citada foi Vermelho escolhida por 9 pessoas e o motivo que praticamente todos deram foi pela violência, ganância, poder pela tensão que existe durante todo o filme.
4 pessoas falaram de cores com tons terrosos por uma associação material com deserto, faroeste e o clima agreste.
Também foram citadas o amarelo (2 pessoas - riqueza e clima quente calor e o verde (2 pessoas - pelo relação com dólares) e uma pessoa citou a cor cinza e outra o preto.

• Sobre as melhores coisas do filme as opiniões foram:

A ótima interpretação dos atores (Wania, Gustavo) • Roteiro (Eduardo, Priscila, Cibele) • Fotografia (Eduardo, Priscila, Claudia, Nara, Madeleine) • o personagem do Tomy Lee Jones (Letícia, Fabio) • algumas interpretações (Viviane) • cenas impactantes (Marcelo) • a atuação de Javier Barden (Eddie, Cibele, Fabio) • a ação (Mariana) • a cena da primeira morte no filme, não vou contar qual é que estraga (Priscila) • o psicopata (Deborah) • a frieza (Daniel) • o resultado da relação entre o homem e o gado nem sempre é o esperado (Amílcar) • sonoplastia e cenas de tensão (Madeleine) • tontura-labirinto (Ricardo)


• Já as piores:

o filme é parado e um pouco cansativo (Wania) • não tem nada de ruim (Gustavo) • a ganância (Eduardo, Cibele) • o filme nos faz pensar em vários campos de visão, não vejo algo pior (Letícia) • o roteiro (Viviane) • o final sem desfecho (Marcelo, Priscila, Deborah, Daniel, Madeleine) • o não confronto entre o psicopata e o marido (Eddie) • a paranónia que se cria em torno do louco (Mariana) • poder e dinheiro (Cibele) • a história (Cláudia, Nara) • pensar dói (Amílcar) • sangue (Ricardo) • o ritmo lento (Fabio)

• O filme em uma frase:

“Metáfora” • Amílcar Barreto “O ego torna-se uma barganha, afinal tudo se move por meio de seu ego” • Cibele Oliveira “Morte aos humanos e vida aos animais” • Cláudia Busto “Inesperado” • Daniel Ravanelli “A ganância cega as pessoas” • Deborah Okida “Tenso” • Eddie Santana “O sujeito é produto do meio” • Eduardo Ricci “Faroeste pós-moderno” • Fabio Machado “Um filme as antigas onde o silêncio explica muito” • Gustavo Klein “Um dos filmes mais inteligente que eu já vi” • Letícia Cheneme “Se as suas regras te trouxeram até aqui, por que seguir as regras?” • Madeleine Alves fala de Anton Chigurh (Javier Barden) “Ótima fotografia” • Nara Assunção “Nem sempre o final é como a gente espera” • Priscila Rodrigues “Money - money - changes everthing” • Ricardo Reis “Um bom roteiro salva o filme, um mal roteiro acaba com ele” • Viviane Pereira “Um filme que mostra que os “fracos” as vezes saõ so mocinhos” • Wania Teles

E agora o meu olhar sobre o filme:

“Call it friend-o” • Anton Chigurh (Javier Barden)

— Faça a sua escolha amigo. Cara ou coroa?
— Eu não apostei nada.
— Apostou sim. Está apostando a vida inteira. Você apenas não sabia.

Desde o início o filme já diz a que veio.
Cenas de homens caçando, matando animais e outros homens. Em um deste momentos, em uma panorâmica linda uma imensa sombra negra cobre vagarosamente a paisagem seca e árida do Texas. Pronto, com poucos minutos o filme já mostra o que se deve esperar em relação a ritmo, tema, roteiro e uma fotografia belíssima. Infelizmente é uma pena que poucas pessoas se dão conta disso, da proposta de linguagem e de roteiro do filme. Onde os Fracos não tem Vez, tem sofrido críticas ruins de espectadores e ótimas de especilistas que elogiam o roteiro, diálogos, fotografia etc. Mas cada um tem seu gosto, e como se diz, gosto não se discute certo!
Por isso o CINESURPRESA é sempre aberto e expõe a opinião de quem gosta e quem não gosta e esta é a minha:

“Onde os fracos não tem vez” é um grande filme, principalmente por não ser de fácil disgestão, é difícil, possui um ritmo lento para um filme de velho oeste, tem um fotografia perfeita e sonoplastia que poderia ser considerada como um personagem a parte. É um filme de personagens bem trabalhos, isso quer dizer que não possuem personildades fáceis, o contrário, e é um filme de grande e ótimos diáologos.


Críticas sobre o final do filme então, existem de monte. Acredito que isto aconteça porque as pessoas gostam e estão acostumadas com finais amarrados ou de impacto.
Mas a proposta de final do filme também está embutida durante toda a história. Em certo momento um dos personagens fala “Você sabe como tudo isso vai acabar” e em outro momento “Os crimes de hoje são difíceis de compreender”. O final acontece depois que todos tem seus destinos arrumados, tudo que tinha acontecer com cada personagem acontece, então porque e para que fazer, criar, mostrar mais?

“No meu sonho, eu sabia que ele estava indo na frente e que ele prepararia uma fogueira lá fora, na escuridão e no frio, e eu sabia que quando eu chegasse, ele estaria lá. E então eu acordei.”

Portanto, acho que é um final de impacto sim, fora do convencional, é feito para que você pense e não saia do cinema com tudo resolvido. Sem falar que é uma adaptação perfeita do romance de Cormac McCarthy onde o final é exatamente igual, assim como todo o filme possui uma adaptação correta de cenas e história.
Vale aqui falar do nome o nome original é “No country for Olf Men” que na tradução correta, não literal, do que este título significa é “Sem nação para os Velhos” e com este título fica mais fácil de entender a narração em off do início e o final do filme.

Ele começa o filme falando que gosta de ouvir histórias sobre o velho oeste, fala que vem de uma gerção de homens da lei, de xerifes, onde antigamente eles nem precisavam usar armas, antigamente tudo era diferente, nao havia tanta violencia, crueldade. Diz que nos dias hoje isso seria impossível e quem continuar vivendo e agindo como naqueles tempos não têm as mesmas possibilidades de sobrevivência, ou seja “Sem nação para os Velhos”. E termina contando uma história de uma assassinato horrível de antigamente e que estamos prestes a conhecer um caso de grande crueldade.


Que vamos ouvir e ver uma história, ou lenda, sobre o velho oeste e de um assassino perigoso fica claro com esse início de filme, não apenas pelas cenasjá descritas mas por essa locução em off do Shefiff Bell (Tomy Lee Jones).
Uma história de velho oeste e onde podemos aplicar uma frase histórica de filmes deste gênero “quando a lenda é mais interessante que um fato, publica-se a lenda” (O Homem que Matou Liberty Valance” de John Ford - um clássico do faroeste). E Anton Chigurh (Javier Barden) virou lenda com este final destes e não um caso na história.
Poderia ficar horas aqui falando e citando dialógos frases deste filme mas algumas realmente nos mostram como o roteiro e tudo mais no filme é perfeito:

— A idade simplifica o homem (Shefiff Bell - Tomy Lee Jones)
O filme tem esta simplicidade em tudo.

ou ainda o diálogo entre Carson Wells (Hoody Harrelson) e Anton Chigurh (Javier Barden)

— Você tem idéia do quanto é louco? (Carson)
— Você se refere à natureza desta conversa? (Anton)
— Eu me refiro à natureza de sua pessoa. (Carson)

Onde os Fracos não tem Vez é um filme que mostra claramente a natureza de cada um dos personagens, principalmente a de Anton, o que fica claro na primeira cena de assassinato. Seus olhar diz tudo. Fora isso tem diálogos engraçados, muitta tensão e realmente mexe com nossos instintos, incomoda.

Para não dizer que depois de tudo isso não respodi a perguntas que faço a todos, aí vai:
• me indentifiquei com o Shefiff Bell - Tomy Lee Jones pela manerira simples e direta de lidar com as coisas
• achei o final perfeito faz a gente pensar
• a sonoplastia do filme é genial, o silêncio do filme é genial sem essa sonoplastia muito bem colocada teríamos perdido muito das sensações de horror, tensão e incômodo do filme.

Bem eu indico e espero que logo mais a noite, na premiação do Oscar que é daqui a pouco ele ganhe muitos prêmios. Por isso até coloco este post antes para que ninguém fale que fui influenciada.

E como sempre mande opiniões, concondando, discordando etc etc.
Nosso próximo CINESURPRESA será dia 9 de março no Cine Roxy, na Av. Ana Costa - Gonzaga as 18h.



Tivemos ainda duas rodadas de perguntas, uma sobre a Sonoplastia do filme e a outra sobre o Final, ai vai para vocês:

O que você achou da Trilha Sonora, Sonoplastia do filme?

Amilcar: Os ruídos e o silêncio indicam ação que em muitos momentos é diluída nos ângulos e ecolhas de câmera
Cibele: As cenas do filme foram mais emocionantes com uma trilha sonora pouco atuante
Cláudia: Na verdade não reparei, porém aprendi sobre isso na discussão de hoje
Daniel: Devia estar a contento, pois não formei opinião negativa a respeito.
Deborah: sinceramente, não lembro, talvez pelo filme ser enfadonho.
Eddie: Legal
Eduardo: Trilha muito boa, consegue ser essencial sem aparecer demais.
Fabio: O filme é marcado pela ausência de trilha, momentos de silêncio que contribuem e muito para a tensão das cenas
Letícia: Depois da explicação do Eduardo Ricci... a trilha sonora foi muito boa!
Madeleine: A ausência de trilha sonora e o destaque para a sonoplastia tornam o filme peculiar e mais intenso
Marcelo e Viviane: Não lembram
Mariana: Não percebi nada de inovador
Nara: A trilha sonora aparece nos momentos certos, contando um pouco do silêncio que domina o filme.
Priscila: As cenas do filme eram tão “atraentes” que eu não me foquei na trilha sonora
Ricardo: O silêncio angustiante nos transporta para o abismo

Qual a sua opinião sobre o final do filme?

Amilcar: Estimula o diálogo entre personagem e público
Cibele: Surpreendente e inesperado o desfecho foi inteligente e simples
Cláudia: Surpreendente, inteligente e muito verdadeiro real
Daniel: Uma nova proposta que contraria a expectativa do público e mostra como realmente é o ser humano.
Deborah: Sem desfecho. Tentou passar uma “lição de vida” mas não foi feliz no propósito
Eddie: Acho que faltou um confronto entre o assassino e o marido
Eduardo: O filme mostra que o indivíduo é produto do meio. Muito bom!
Fabio: A princípio, fiquei intrigado, mas de certa forma, o final é condizente com os elementos do filme. Gostei.
Letícia: Show de bola. o Tomy Lee encerrou o filme profetizando o final de sua vida.
Madeleine: Somente depois de conversar com a Márcia entendi que ele era essencial ao filme
Marcelo: Não gostei, sem desfecho. Faltou finalização.
Mariana: Não da para saber como ele iria acabar, bom, não tenho uma resposta gostaria de ver o final do filme novamente.
Nara: Tinha uma expectativa melhor do final
Priscila: Não gostei, poderia ter dado outro desfecho. Faltou um final que correspondesse com as boas coisas do filme
Ricardo: O psicopata seguiu seu rumo, foi o único que... Um final perfeito, reflita o expectador
Viviane: Não gostei. Embora bom, mas o roteiro se perdeu do meio para o fim

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Desta vez é no Unibanco...

o nosso 7º CINESURPRESA, então gente quem ainda não foi desta vez vai perder mais, teremos alguns sorteios depois do filme para quem estiver em nosso papo surpresa... O que é? Não falo não, já que é CINESURPRESA os sorteios tem que ser também. Bem gente quem quiser aparecer, desta vez será neste domingo dia 10 de fevereiro no Espaço Unibanco de Cinema, no Shopping Miramar - Gonzaga, as 18h em ponto OK! Espero todos por lá!

e no dia 8 de março de 2008 vem aí:

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

meu nome não é johnny

Neste nosso 6º encontro do CINESURPRESA, dia 13 de janeiro de 2008, tivemos mais gente nova: Caio França, Jessica Gandara, Julio Margonari, Mateus Bueno e Viviane Pereira que se juntaram a turma que já participou outras vezes: Alexandre Barbosa - “Bar”, Danielle Escrivão, Deborah Okida, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Madeleine Alves, Priscila Rodrigues, Ricardo Reis, Wellington Carbone e eu Márcia Okida. Mais uma vez sentimos falta de Eddie e Letícia que não puderam comparecer e que praticamente já tem cadeira cativa no CINESURPRESA.

Todos gostaram do filme e das 15 pessoas que estavam nesta nossa 6ª edição, somente 3 não veriam novamente: Bar, Ricardo e eu!
A média de nota dada para “Meu Nome não é Johnny” foi 8,6 o que deixa este filme no 3º lugar de nosso Ranking Surpresa.

O papo que rolou depois do filme entre pizzas, refrigerantes e cervejas abordou vários temas que o filme traz para discussão entre eles:

• o fato dele ter sido criado sem limites, isso fica bem claro no filme, facilitou para que se tornasse um jovem despreparado e que vivesse sem regras, sem entendimento correto do que seria certo ou errado. Será? Tenho minhas dúvidas e muitas. Sempre acho que colhemos aquilo que plantamos em nossas vidas. Um detalhe: no cartaz do filme (que acho ótimo diga-se de passagem) está escrita a frase: “Ele tinha tudo, menos limite.”

• rolou um debate sobre o fato dele ter ou não agido de forma criminosa, ou melhor, com essa consciência. Na minha opinião, um homem na idade dele não compra, usa e revende drogas achando que está vendendo balas... ele agiu sim de maneira criminosa e pouco importa se foi criado sem limites ou não.


• outra questão que esquentou os ânimos foi a possibilidade dele não ter sido levado diretamente e só para a prisão, por ser branco. Alguns colocaram que se ele fosse negro, talvez, não tivesse sido mandado para um manicômio e por tão pouco tempo. Uns concordam outros discordam. Eu concordo, infelizmente existe preconceito e penso que se ele fosse negro o “seu fim” seria outro. Mas e você o que acha?

• falamos sobre o choque de realidades: o antes e depois da prisão/manicômio e de como todo o nosso sistema ainda é falido.

Esses debates fizeram com que duas enquetes fossem criadas na hora.

Quem concordava que ele deveria ter sido mandado para manicômio e quem achava que ele deveria ter ido para a prisão?
Das 15 pessoas, 2 não concordam com o fato dele ter ido para o manicômio e por tão pouco tempo. Os outros concordam e acham que somente deste modo ele teve chance de se recuperar.

A outra enquete surgida na hora foi: Você torceu por ele?
12 pessoas torceram por ele e 3 não.


E o que mais cada um do grupo pode dizer deste filme?

Qual foi a pior coisa no filme?

Bar: o incentivo ao erro • Caio: viver perigosamente • Deborah: a realidade dos sistemas carcerários • Eduardo: cocaína • Fabio: a glamourização da droga e tratar o personagem como coitadinho da metade para o fim do filme • Jessica: o sofrimento causado pelas suas atitudes • Mateus: a realidade • Priscila: deveria haver uma melhor exploração sobre o nome do filme Johnny • Ricardo: o pó branco • Viviane: a angústia que dá ver o submundo das drogas • Wellington: a infeliz mania maniqueísta dos roteiristas brasileiros se exacerbar em um marketing desnecessário.
• Danielle, Julio e Madeleine: não comentaram

Eu acho que, por mais que exista uma campanha em volta deste filme que fale contra as drogas, percebi e senti nesse filme o contrário. O mundo das drogas mostrado no filme acaba mal sim, mas é um mundo que muitos jovens buscam hoje em dia: grandes badalações, popularidade, carros, mulheres (ou homens) e tudo isso acontece muito fácil neste filme. Acho que ele mais promove as drogas do que o contrário. Estou com o Bar: ele incetiva o erro. Quanto ao roteiro, no início é um pouco arrastado, momentos repetidos demais, iguais, desnecessários até. Chega a cansar um pouco.

E qual a melhor coisa deste filme?

Bar: a produção e a fotografia • Caio: a mensagem de que o crime não compensa • Danielle: retrato da corrupção policial • Deborah: Selton Mello • Eduardo: a “Sofia” • Fabio: atuação do Selton Mello, o uso do humor em situações inesperadas e o bom uso da trilha sonora • Jessica: ele era o centro das atenções • Julio: a história dele • Madeleine: a trilha sonora que tem tudo a ver com a vida do personagem e a introdução de sacadas de videoclipe como soluções visuais da narrativa • Mateus: a verdade • Priscila: a atuação de Selton Mello, a filmagem do personagem principal e sua família parecendo antigo, e uso do humor • Ricardo: todo ser humano tem o direito à uma segunda chance • Viviane: o roteiro, sem sacado, que soube colocar com maestria comédia no drama • Wellington: nada como ver a indústria cinematográfica nacional se reerguendo cada vez mais.

Para mim as melhores coisas do filme estão relacionadas a fotografia e direção e arte, que é perfeita, desde os detalhes mínimos de figurino até o cuidado com os carros serem todos de época. O início, e sempre que o filme mostrava cenas da infância de João Estrela, parecia que estávamos realmente assistindo a um filme Super 8 antigo. Também vale um ouvido especial para a trilha. O roteiro acerta ao colocar humor no filme em pitadas. Onde mal se esperaria a comédia ela aparece na quantidade certa e com qualidade. Perfeito. E lógico não posso esquecer que uma das melhores coisas do filme é o Selton Mello também :) .

Bem e deixa eu falar de uma coisa que adoro: créditos iniciais ou finais e cartaz do filme. O cartaz do filme é ótimo, já até falei isso acima, e para quem gosta de design vale a pena ter um em casa, e ele condiz perfeitamente com a estética que a direção de arte buscou nesse filme. Os créditos, apesar de simples, são bem feitos, as letras são com o pó da cocaína voando e repare que eles mudam no final do filme. Simples mas bonito e funcional.

O filme em uma frase?
  • “Ele viveu o máximo e pagou o preço” - Bar
  • “Realista com toques de ironia e um pouco de comédia sem fugir do drama” - Caio
  • “Sem hipocrisias” • Danielle
  • “Todos tem como melhorar” • Deborah
  • “A vida é uma raposa” • Eduardo • Julio
  • “Céu, inferno, purgatório e redenção numa versão classe-média carioca” • Fabio
  • “Viva pouco, ande rápido” • Jessica
  • “O que ocorre quando se perde a noção por si mesmo” • Madeleine
  • “Observar o todo” • Mateus
  • “Não se vive 3 vezes” • Ricardo
  • “Enquanto há vida há esperança” • Viviane
  • “A realidade retratada em diferentes submundos pode sim ter um final feliz” • Wellington
Eu fico com “a vida é uma raposa”, ou uma frase que me veio agora usada em um texto sobre Van Gogh onde ele diz que vive tentando se encontrar no imenso labirinto que é a vida. Vejo por aí: a vida é uma raposa ou um labirinto onde alguns acham seu caminho e seguem em frente como que revigorados, outros se perdem e tem uma volta dura e triste enquanto outros se perdem para sempre.

Bem, esse foi nosso 6º encontro do CINESURPRESA, e esperamos você no nosso 7º encontro que será no 2º domingo de fevereiro, dia 10, dessa vez nos encontraremos as 18h no Espaço Unibanco, do Shopping Miramar em Santos.

E já sabe: não concorda com algo, quer mandar sua opinião? Fique a vontade é para isso que estamos aqui.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

6º encontro - 13 de janeiro

Chagamos ao nosso 6º encontro - o 1º encontro do ano - será no Cinemark - do Shopping Praiamar - Santos — e como sempre as 18h. É importante chegar na hora porque pode ser que a sessão escolhida na hora seja das 18h10, então cheguem pontualmente as 18h ok! Um abraço em todos e até domingo dia 13 de janeiro de 2008

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Piaf - Um Hino ao Amor

Além do texto sobre o nosso 5º encontro, você vai encontrar aqui: o texto da entrevista original feita com Piaf que é mostrada no final do filme, videos dela (não do filme apenas) e no nosso slide show imagens do grupo, do filme e dela.

Chegamos no quinto mês do CINESURPRESA, desta vez foi no Espaço Unibanco e o nosso grupo era formado por: Cibele Oliveira, Eddie Santana, Eduardo Ricci, Fabio Machado, Letícia Cheneme, Luiz Nascimento, eu - Márcia Okida e Priscila Rodrigues. Filme da noite: Piaf - Um Hino ao Amor. A média de nota do grupo: 8,6 o que coloca Piaf em segundo lugar no nosso ranking surpresa. Todos gostaram do filme mas somente a Priscila, o Fabio e Eduardo o veriam novamente. O lado negativo sob o olhar do grupo - Cibele, Luiz e Priscila falaram que não viram nada de negativo • O Eduardo falou que foi a morte dela • Já o Eddie não gostou das indas e vindas do roteiro • a Letícia achou que tinha muitos fatos inexplicados • e para o Fabio poderia ser mais curto e explicar melhor algumas coisas sobre a biografia da Piaf. O positivo - Cibele: A interpretação da atriz que fez Piaf e as músicas (todas) • Eddie: A música • Eduardo: A interpretação da última música • Fabio: Músicas e contexto em que elas aperecem no filme — especialmente as de abetura e encerramento, cenas-chave como a notícia da morte de Marcel e a entrevista, a narrativa do filme misturando vários momentos cronológicos • Letícia: A emoção do começo ao fim • Luiz: As músicas • Priscila: Músicas, atuação da atriz que interpreta Piaf, cena final da entrevista com a música

E para vocês que ainda vão ver o filme o que cada um tem a dizer sobre Piaf:
“Ame sempre” (Priscila) • “Fantástico, maravilhoso, profundamente triste” (Luiz Nascimento) • “Ame. Ame. Ame.” (Letícia) • “Um retrato fiel de uma artista, da tristeza à transcendência” (Fabio) • “Ame tudo o que ama fazer — faça o melhor sempre” (Eduardo Ricci) • “É triste” (Eddie) • “Ame! Cuide de si mesma. Reflita suas atitudes.” (Cibele)

E como sempre, minhas palavras vem no fim, deixando claro que é minha, portanto, não reflete a opinião do grupo. Novamente convido: quem quiser falar sobre o filme é so enviar um mail para a gente que colocamos seu texto aqui.
Começo dizendo que vejo Piaf - Um Hino ao Amor mais como uma grande história do que como um grande filme. E é o que normalmente acontece com muitos filme biográficos nos envolvemos mais com a vida do personagem suas histórias do que com o filme.
É lindo, fascinante, emocionante... triste e acho que é por isso que as pessoas se apaixonam pelo filme, porque ele passa o que Piaf sentia muito bem: a paixão pelo que fazia, pela música e isso envolve, encanta, sentimentaliza demais os espectadores fazendo com que se envolvam nesse clima, na história, e não no filme em si. Não o vendo como uma produção cinematográfica, o que não deixa de ser um grande ponto positivo para a direção que conseguiu atingir emocionalmente as pessoas.

É muito bem produzido, filmado, bem feito, a direção de arte é impecável, a maquiagem que transformou completamente a atriz Marion Cotillard (de Um Bom Ano, Peixe Grande) que interpreta Piaf dos 17 aos 47 anos, e fica quase irreconhecível principalmente no final da vida (veja nas fotos no nosso slide show) é merecedora de prêmio.
Tem sequências maravilhosas, cortes precisos, e a maneira que filmam suas apresentações, diga-se de passagem que são quase sempre do mesmo modo, ainda assim são perfeitas. Possuem o clima de uma grande missa e por isso sentimos a emoção junto com ela na hora em que a cortina do palco sobre. Essa idéia de “missa musical” se deve pela força da religiosidade que existe nela, e isso transparece no filme, mais uma vez tocando as pessoas. Desde criança Edith tem sua Santa Tereza e nunca deixa de cantar sem a sua cruz no pescoço. Momentos que tocam o sentimento de todos.

E tudo toca o coração em Piaf. Todos choram, ou quase todos. Da nossa turma poucos choraram, somente Priscila, Eduardo e Cibele. Eu achei o filme, como já disse, uma história emocionantes, forte, muito triste, mas não para chorar. Mas a grande maioria chora, chora muito.

Piaf deixa muitos buracos, muita coisa sem explicação, talvez até por isso não tenha chorado, fico buscando essas faltas. O roteiro que vai e volta no tempo diversas vezes dificulta o entendimento de alguns, eu particularmente, adoro esse tipo de recurso no roteiro. Fui buscar muitas respostas depois do filme, momentos, fatos de sua vida que poderiam ter sido mais explicados. Algumas pessoas ficaram com a sensação de que poderiam não ser verdades, e sim, alucinações do final de sua vida. E o filme é comprido... comprido demais para em mais de 2 horas de história ainda deixar buracos no roteiro. Como um fato importante: aos 17 anos se apaixona por Louis Dupont com quem tem uma filha, Marcelle. Louis arranja uma casa para eles morarem mas Piaf decide abandonar ele a a filha e viver com Simone, sua amiga. A menina morre com 2 anos de meningite. Esta passagem de sua vida nem é mostrada. O espectador apenas vê uma lembrança de Piaf no leito de morte que mostra alguns momentos antes da morte da menina. Fica no ar se ela teve mesmo ou não uma filha, se é uma alucinação, um desejo, deixa a impressão de que se teve mesmo um filha, não ligava para a menina ou coisas assim. O que não é verdade.

O filme também não mostra o seu último pedido no leito de morte, que considero importante para a história: o fato dela ter pedido que fosse enterrada em Paris, no mesmo túmulo de seu pai e de sua filha tão amada. Isso mostra como a relação entre pai e filha era forte.
O roteiro também decide por não mostrar o lado mais público, cheio de glamour, de pessoas, fãs e amizades famosas que a rodeavam. Mostram apenas, e muito rapidamente, o encontro entre Piaf e Marlene Dietrich. Esse momento do filme veio a me reforçar imagens anteriores que me faziam achar que Piaf havia tido também suas aventuras homossexuais. Depois de muitas pesquisas eles realmente existiram e alguns deles foram com Marlene Dietrich e Josephine Baker. (veja foto real de um beijo entre ela e Marlene no slide show). Acho um detalhe importante que poderia ter sido tocado mais diretamente, assim entederíamos mais o forte relacionamente que tinha com a amiga Simone Berteaut, apelidada Momone, por quem largou a filha, e a crise de ciúmes que essa amiga teve em uma das festas de Piaf. Para mim esse relacionamento era claro desde o início do filme.

O filme poderia ter falado mais sobre a morte de Louis Leplée, que tornou-se seu amigo após iniciá-la na carreira musical. Ele foi assassinado, ela perseguida voltando às ruas, e nada é esclarecido no filme do motivo de sua morte. Depois de pesquisas: Lepelée era homossexual e o crime havia sido passional.

Quis perguntar para o pessoal qual foi a cena mais marcante para cada um. Para Letícia, Priscila e Eddie foi a cena da morte de Marcel (veja foto real dele e dos dois juntos no slide show). Para o Eduardo foi a cena da aranha. Para o Fabio foi a entrevista no final e para a Cibele a sequencia final.

Seqüencia final de Piaf



Fiz isso porque o filme tem vários momentos para se guardar na memória para sempre. Fui uma das que disse que não veria Piaf novamente, mas gostaria de rever algumas cenas: quando ela acorda no quarto da casa da avó e observa tudo que tem a sua volta, o quarto quase sem luz, teias, pó, na janela e uma aranha andando • o momento em que, quando criança, volta a enxergar • quando observa uma boneca japonesa em uma vitrine • a primera vez que enfrenta uma platéia (mesmo que pequena - foto abaixo) • a primeira vez em que canta no Music Hall depois de sofrer muito com aulas de como se portar, interpretar e principalmente lidar com as mãos • a luta de boxe • a sequência toda do final com a belíssima interpretação de “Non, Je Ne Regrette Rien” (veja no video acima) • e a minha favorita: a entrevista na praia.

Transcrevo no post abaixo algumas das 43 perguntas feitas nessa entrevista dada em fevereiro de 1960 publicada na edição de nº 59 do Music-Hall. Selecionei 24, quem tiver curiosidade de ver toda a entrevista é só me pedir ok! No filme a entrevista, logicamente, é bem mais curta, usa as perguntas mais chaves para, novamente, tocar o espectador. E consegue! A cena é linda, é quase um poema. No filme a primeira pergunta é qual a sua cor preferida, que na realidade foi a 12ª. Uma edição perfeita para emocionar e fazer chorar, terminando com o seu lema: Amar!

Édith Piaf nasceu em Paris no dia 19 de dezembro de 1915 e faleceu em Grasse no dia 10 de outubro de 1963 com 47 anos.

Um dos grandes méritos deste filme é levar ao conhecimento de todos a vida desta grande artista. Alguns no nosso grupo não a conheciam. A maioria conhecia muito pouco. E poucos conheciam mais que 3 ou 4 músicas. E mesmo para quem já a conhecia, como eu, o filme da vontade de buscar mais, principalmente pelos buracos do roteiro. Termino este texto com algumas coisas desta minha busca, entre elas uma interpretação da música “Non, Je Ne Regrette Rien” por Cássia Eller — muitos interpretaram Piaf, muitas pessoas conhecem suas músicas através de outros interprétes por isso achei interessante mostrar Cassia Eller — você também pode ver o video com Piaf cantando esta música que considerou como a música de que conta a sua vida.
Já tinha achado a interpretação de Marion Cotillard perfeita como Piaf, e depois de buscar fotos (você pode ver no slide show) e videos dela acho que esta atriz é merecedora mesmo de um Oscar de melhor atriz... compare e vocês verão o quanto ela realmente incorporou Edith Piaf em tudo. Bem é isso, é melhor eu parar porque já escrevi muito... vejam e ouçam Piaf seus ouvidos, seu cérebro e principalmente sua alma vão agradecer. Para vocês, para quem não entende francês a tradução da música “Non, Je Ne Regrette Rien” que considerou como a música de sua vida.

Cassia Eller interpreta “Non, Je Ne Regrette Rien”




“Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, tudo me parece igual
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Está pago, varrido, esquecido
Eu estou farta do passado
Com minhas lembranças,
Eu alimentei o fogo
Minhas aflições, meus prazeres
Eu não preciso mais deles
Varri meus amores
Junto a seus aborrecimentos
Varri por todo dia
Eu volto ao zero
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Nem o bem que me fizeram,
Nem o mal, tudo me parece igual
Não, de jeito nenhum
Não, eu não me arrependo de nada
Minha vida, Minhas jóias
Hoje
Começa com você”

Entrevista feita com Piaf (não é a que aparece no filme) está em francês mas vale pelas imagens dela e por ter, lá no final, a apresentação dela no Olympia, que é a sequencia final do filme apresentada em video mais acima, conparando as duas vemos como a atriz que interpreta Piaf neste mesmo momento (video mais acima) foi realmente perfeita.



entrevista com Édith Piaf

24, das 43 perguntas feitas na entrevista dada em fevereiro de 1960 publicada na edição de nº 59 do Music-Hall. Quem tiver curiosidade de ver toda a entrevista é só me pedir ok! Édith Piaf nasceu em Paris no dia 19 de dezembro de 1915 e faleceu em Grasse no dia 10 de outubro de 1963 com 47 anos.

1. Você aceitaria viver comportada? É o que já estou fazendo.
2. Se você não pudesse mais cantar, o que faria? Não viveria.
3. Tem medo da morte? Menos do que da solidão.
5. Você reza? Sim, pois, acredito no amor.
6. Como escolhe suas canções? Eu as sinto na pele ou então, não há contato.
7. Você as ama por muito tempo? Para sempre.
11. Por que você costuma estar ou muito triste ou muito feliz? Porque penso que não se pode viver sem paixão.
12. Qual é sua cor preferida? Azul.
14. O que está lendo no momento? Canções, poemas, músicas de gênero.
15. Se tivesse de dar um conselho a uma mulher, qual seria ele? Ame!
16. A uma jovem? Ame!
17. A uma criança? Ame!
18. Ainda escreve canções? Eu não as escrevo. Eles vêm a mim, num momento de minha vida.
20. O que você tem? Vontade de cantar.
21. Como gostaria de viver? Sem dormir, rodeado de amigos fiéis.
29. Quem são seus amigos mais fiéis? Meus verdadeiros amigos são, todos eles, fiéis.
30. Qual é sua mais bela lembrança, como profissional? Todos os segundos em que a cortina se levanta.
31. E como mulher? O primeiro beijo.
32. Como explica os milagres de sua voz? Eu amo a canção.
35. Ama a noite? Sim - com muitas luzes.
36. E a aurora? Sim, com um piano e amigos.
38. Você ama a vida? Sim, sim, sim.
43. Qual é seu lema? AMAR!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

5º CINESURPRESA - 9 de dezembro

Chagamos ao nosso 5º encontro e desta vez estaremos em frente ao Espaço Unibanco de cinema — no Shopping Miramar, Santos — e como sempre as 18h. É importante chegar na hora porque pode ser que a sessão escolhida na hora seja das 18h10, então cheguem pontualmente as 18h ok! Um abraço em todos e até domingo dia 9 de dezembro!